Era aparentemente uma simples tarde de segunda-feira. Na rodoviária lendo um livro, o ônibus só sairia dali a mais ou menos uma hora e meia. Tempo passa, tempo corre. Só quando você está perto de quem realmente gosta. Sozinha e solitária numa rodoviária o tempo é longo, parece que nunca chega.
Será que vamos nos encontrar? Dois dias é muito tempo sem a ver. Esse era o plano, o objetivo. Dá uma lida, para. Olha. Lê de novo. Ônibus chega, é hora de ir embora. O jeito é seguir sozinha, talvez. Quem sabe? Entra as amigas da amiga, que não deixam de ser amigas também. Uma pitada de esperança misturada com frustração por não vê-la de imediato. Mais “êba!” Ali está ela. Quem nem tem noção do quanto me faz bem e feliz. Que acha que alguém poderá substituir a falta que fará daqui a algum tempo.
Quer saber? Acho ela uma bobinha. Nem sabe de nada ela. Não tem a menor noção do quanto é mais que essencial, especial, fundamental na existência dessa criatura “estranha” que escreve esse humilde texto. A viagem segue, mais é interrompida. Parecia um acidente, parecia que ia demorar. Bom, mais tempo do pouco tempo que temos. Mas parece não importar tanto, afinal o momento é tenso. Pois é, qualquer momento que tenha tempo. O que importa é estar junta, pelo menos uma pensa assim. Em qualquer lugar. Qualquer situação. Frio, aquece. Sono, ombro. Brincadeiras, risadas, preocupação, cansaço... É noite, já devíamos estar em casa. E a pista é liberada. A viagem segue, outra vez. E quando chega ao destino, percebe-se que o tempo, o TEMPO passou bem depressa apesar das circunstâncias. O plano foi concluído e o objetivo traçado. Valeu a pena esperar, afinal de contas, agora o sono será tranquilo.
Felicidade que não tem preço. E hoje ela descobriu que a amo! Ah, não, foi só pra reforçar. É, ela é mesmo uma bobinha.
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